Será uma honra contar consigo!
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Leitura: “Sob os braços da azinheira – Leituras de
Fátima”
Inspirando-se nas «diferentes abordagens sobre a narrativa de Fátima», Ruy
Ventura apresenta neste livro, recentemente lançado, «as múltiplas áreas do
saber desde a Literatura (Poesia) à Teologia, desde a História à História da
Arte, desde a Filosofia à Antropologia».
Ver as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e todas as implicações que
daí decorreram para a sociedade e para a Igreja «como um instrumento bélico,
arremessado por algum “catolicismo nacionalista […] contra os histerismos e os
rancores anticlericais”, como “uma tábua de salvação para a Igreja portuguesa”
ou, nos antípodas, como “entretenimento religioso para a turbamulta” só nos
pode causar desgosto e irritação», começa por acentuar o autor no epílogo.
O poeta e investigador defende que Fátima convoca «para tudo quanto há de
mais essencial na doutrina cristã e, por isso, consegue reinventar-se em cada
momento, escapando a todas as manipulações e a todos os ataques de que tem sido
alvo. Não se trata da relíquia de um passado arcaico nem sequer de um
epifenómeno sujeito a uma mais ou menos atenta observação num vasto gabinete de
curiosidades. Resiste mesmo a ser uma mera cadeia de acontecimentos que a
máquina contemporânea vai centrifugando e acaba por deitar fora».
«Fátima pode ser encontrada como esse deserto em que podemos confrontar-nos
com o vazio, com o silêncio e com a largueza de um espaço aberto onde nos vemos
a braços com a nossa insuficiência, com a nossa pobreza e com a nossa miséria.
No centro dela – enquanto acontecimento, fenómeno e devir –, temos a
Esperança», assinala.
Prefaciado por Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário de Fátima
e do seu Departamento de Estudos, o volume comenta a relação de vários
escritores e poetas portugueses com a Cova da Iria: Brito Camacho, José
Saramago, Aarão de Lacerda, Miguel Torga, José Luís Peixoto, Sebastião da Gama,
Ribeiro Couto, Vitorino Nemésio, José Tolentino Mendonça e Amadeu Baptista
«Não custa imaginar, a curta distância, sob os braços da azinheira grande,
o gérmen da multidão que a partir desse final de primavera de 1917 não mais
pararia de aumentar. Com este livro, estou junto deles. Crendo, apesar de não
verem, ao sentirem junto de si a orla do manto que protege e salva, muitos
pensaram decerto como um poeta português do nosso tempo.»
Com efeito, prossegue o autor a concluir o epílogo, Valter Hugo Mãe,
assaltado pelas dúvidas, angustiado, soube ainda assim entender o terço como o
“sangue do verbo”. Acreditando que “amar é servir para outro mundo”, manifestou
a sua confiança: “quem deixou sobre o coração/ um feixe de luz/ cega nunca”».
“No coração da árvore [a árvore como imagem de Deus humanado]”, “Dos
evangelhos a uma espiritualidade cordial [devoção ao Imaculado Coração de
Maria]” e “Uma fresta sobre a multidão [Paul Claudel e o milagre do Sol]”
constituem os temas do segundo capítulo, antes do poema dramático “Outro
caminho”.
A obra encerra com “O caminho das imagens”, 20 imagens icónicas de Fátima,
comentadas.
Rui Jorge Martins
Título: Sob os braços da
azinheira
Autor: Ruy Ventura
Editora: Santuário de Fátima
Páginas: 246
Preço: 16,00 €
ISBN: 978-989-8418-16-6
Autor: Ruy Ventura
Editora: Santuário de Fátima
Páginas: 246
Preço: 16,00 €
ISBN: 978-989-8418-16-6
No passado dia 12 de Outubro o Reitor do Santuário de Fátima anunciou (na conferência de imprensa que normalmente enquadra as peregrinações aniversárias) a publicação do meu novo livro, intitulado "Sob os braços da Azinheira (Leituras de Fátima)". Trata-se de uma colectânea de ensaios e de aproximações ao "poliedro de Fátima", cruzando modos de ver e de entender esta realidade que continua a inquietar-nos e a co-mover-nos com o seu mistério e com a sua actualidade.
O livro está já disponível na livraria do Santuário: https://www.store.fatima.pt/ sob-os-bracos-da-azinheira Encontra-se ainda à venda nalgumas livrarias especializadas, como a Verdade e Vida, dos Dominicanos.
Desde já agradeço a sua aproximação a este livro meu que é fruto, sobretudo, de uma peregrinação interior onde se associaram a Fé e a Razão. Grato ficarei também por qualquer género de divulgação que possa dar-lhe. Caso precise de algum esclarecimento da minha parte, estarei à disposição.
COM ARTE E COM ALMA, EM AZEITÃO
O 4º Serão “Com Arte e com Alma”, promovido pela Comissão Diocesana de Arte Sacra de Setúbal, decorreu na passada terça-feira, dia 6, na Igreja de São Lourenço, em Azeitão, enquadrado por uma moldura humana de mais de sessenta participantes, oriundos da Paróquia de São Lourenço e redondezas e também de outros lugares da Diocese de Setúbal.
Sendo o objectivo da Comissão Diocesana de Arte Sacra, relativamente a este projecto “Com Arte e com Alma”, oferecer às comunidades paroquiais e locais e aos diocesanos, em geral, a oportunidade de adquirirem um mais profundo conhecimento do seu rico património de Arte Sacra, através da colaboração de especialistas na matéria, para um melhor usufruto cultual e para a defesa desse mesmo património, esta foi uma noite em que foi dado o devido destaque ao património sacro de Azeitão.
O Serão “Com Arte e com Alma” de Azeitão desdobrou-se em duas partes.
Na primeira parte, o investigador Ruy Ventura apresentou uma conferência intitulada “Igreja de São Lourenço de Azeitão: mais de 600 anos de história”, pela qual traçou o historial deste edifício. Um percurso iniciado com a sua construção no século XIV (segundo aponta a documentação existente), portanto, ainda na Idade Média, passando por uma ampliação e reorientação do edifício por volta do século XV (para se adequar às normas canónicas), pela introdução de vários elementos litúrgicos e de arte sacra (a pia baptismal, o campanário, retábulos, azulejos revestindo os frontais de altar, pinturas, entre outros elementos) e pela construção de edifícios adjacentes no século XVI, pela instalação do retábulo, do trono em talha, dos azulejos na capela-mor e das quatro pinturas em tela sobre a vida de São Lourenço no século XVII e, já no século XVIII, pela colocação dos retábulos laterais de azulejos, de dois altares laterais e de mais imagens na igreja, bem como pela construção do baptistério. No século XX (entre 1947 e 1959) a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais promoveu grandes obras na igreja, nomeadamente a retirada dos dois altares laterais da nave, dando-lhe uma configuração muito próxima da actual.
Num segundo momento da noite, o foco recaiu sobre uma escultura em cerâmica policromada e vidrada representando a Virgem com o Menino, oriunda do convento dominicano de Azeitão, e que está hoje colocada na parede da nave da Igreja de São Lourenço, para o culto dos fiéis. Esta obra de arte sacra foi apresentada pela Arquitecta Isabel Macedo de Sousa, que a tem investigado, apontando para novas abordagens em torno da iconografia da obra e do seu local de produção.
Numa comunicação intitulada “A Virgen de la Antigua e o Convento Dominicano de Azeitão”, a investigadora começou por abordar a história detalhada do local que primeiramente acolheu a escultura cerâmica, o Convento Dominicano de Azeitão, desde o início da sua construção, em 1435, até aos dias de hoje. De seguida, repassou as várias referências documentais à imagem em questão e também se referiu às discussões em torno da sua origem e da sua invocação. As hipóteses que no tempo se aventaram para a origem da obra apontavam a Índia, depois a Itália – a famosa oficina dos Della Robbia – e, mais tarde Portugal.
A Arquitecta Isabel Sousa de Macedo descreveu as características iconográficas da imagem e referiu-se também aos estudos laboratoriais a ela feitos no âmbito do projecto “Robbiana” (projecto já terminado, que cruzou os conhecimentos da História da Arte com análises científicas laboratoriais a peças comprovadamente Della Robbia existentes em Portugal, para estabelecer comparações entre as mesmas), para sustentar a ideia de que a obra de arte em referência não será uma peça Della Robbia, mas de produção espanhola e de que a sua invocação será a da “Virgen de la Antigua“, característica da cidade de Sevilha e, posteriormente, também adoptada em países da América Latina.
Fonte do texto e das fotografias: http://diocese-setubal.pt/2018/02/09/com-arte-e-com-alma-historia-e-escultura-foram-temas-de-destaque-em-azeitao/
POESIA PORTUGUESA EM MADRID
No próximo dia 15 (quarta-feira), pelas 19h30, na prestigiada sala "Corral de Comedias", em Alcalá de Henares (Madrid), vai decorrer a sessão LA VOZ MÁS CERCANA: PORTUGAL, dedicada integralmente à poesia portuguesa contemporânea. A dramaturgia será de Aitana Sar, Clara Santafé e Ines Sánchez, acompanhada ao piano por Francisco Recuero e com voz de Verónica Aranda. Serão lidos poemas de Albano Martins, Catarina Nunes de Almeida, Daniel Faria, Graça Pires, José Luís Peixoto, Maria Teresa Horta, Sophia de Mello Breyner Andersen, Victor Oliveira Mateus e Ruy Ventura.
Um novo livro:
DETERGENTE
Este novo livro de Ruy Ventura - poema ou diálogo entre duas figuras (João, que transita do "Contramina", e Raul, que poderia ser Brandão) - parte de duas frases. Uma é de Ruy Belo - "Odeio este meu tempo detergente" - e a outra é de Cesário Verde - "O obstáculo ou depura ou torna-nos perversos". É dedicado a Nuno Matos Duarte, Rui Almeida e Levi Condinho - e presta homenagem a Carlos Garcia de Castro e Filipa Barata.
O texto lê-se ou ouve-se ao som de Messiaen - "Quatuor pour la Fin du Temps" - num edifício em meia construção, mas já abandonado. Entre Raul, que afirma: "Nascem no mesmo dia a força e a pobreza. [...] Perco-me e assim quebro, parto, a madeira da vivenda que deixou de ser habitação." E João, que responde: "Meu peso não deixará vestígios. Peregrino, suspendo os passos. Deixo aberto a mina de água, sabendo de antemão que a fonte secou ou escolheu outra nascente."
O texto lê-se ou ouve-se ao som de Messiaen - "Quatuor pour la Fin du Temps" - num edifício em meia construção, mas já abandonado. Entre Raul, que afirma: "Nascem no mesmo dia a força e a pobreza. [...] Perco-me e assim quebro, parto, a madeira da vivenda que deixou de ser habitação." E João, que responde: "Meu peso não deixará vestígios. Peregrino, suspendo os passos. Deixo aberto a mina de água, sabendo de antemão que a fonte secou ou escolheu outra nascente."
Como os poemas e os livros só valem a pena se forem lidos - e dado que só daqui por algum tempo a publicação estará disponível nalgum circuito livreiro - sugere-se a encomenda de um dos 50 exemplares que, na mão do autor, estão disponíveis. Basta o envio de um mail para ventura.1973@gmail.com e o assunto será tratado.
Este poema, agora editado pela Licorne, de Évora, e valorizado com duas fotos inéditas de Nuno Matos Duarte, será lançado em data e circunstâncias ainda a definir e anunciar.
«A Igreja santifica-se imitando Maria», lembra o poeta Ruy VenturaA primeira conferência do sétimo ciclo de conferências do Centenário teve lugar esta tarde na Basílica de Nossa do Rosário de Fátima
A Basílica de Nossa do Rosário de Fátima acolheu esta tarde a primeira conferência do sétimo ciclo de conferências do Centenário centrado no tema do ano pastoral "O meu imaculado coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus". O poeta Ruy Ventura foi o orador de uma comunicação intitulada “«Maria guardava tudo no seu coração» - Da devoção a Maria a uma espiritualidade cordial”.
O poeta apresentou-se como peregrino, «num caminho que se transforma em encontro» enquanto «aprendiz nesta escola de fé».
«Maria é uma mulher que se perturba e interroga», e é caracterizada por três ações: «atenção, salvaguarda, e discernimento».
Ruy Ventura referiu-se a Maria como a «mais digna representante da humanidade, pelo seu coração puro, que além de ver Deus acima de todas as coisas sabe ouvi-lo e difundi-lo». Também os pastorinhos de Fátima, em 1916, tinham os seus corações «atentos» à mensagem que chegou do «altíssimo».
«A Igreja santifica-se imitando Maria», reiterou o poeta, que cita a Irmã Lúcia para dizer que «Todos somos peregrinos, quer queiramos quer não».
«O coração de Maria será o nosso refúgio», concluiu Ruy Ventura na primeira conferência do sétimo ciclo de conferências.
Ruy Ventura é oriundo da região da Serra de São Mamede no Alentejo. Licenciado em Línguas e mestre em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e desde 1995 docente, dividindo a sua atividade entre o 2º ciclo do ensino básico e o ensino superior. Iniciou a sua atividade literária na primeira metade dos anos 90. Escritor premiado, editou poemas e ensaios em variadíssimas publicações periódicas portuguesas, brasileiras, espanholas e norte-americanas, tendo assinado prefácios ou posfácios de algumas obras literárias editadas em Portugal e no Brasil. Presentemente, dirige com Nuno Matos Duarte a revista ibero-americana de cultura Devir.
A Basílica de Nossa Senhora do Rosário vai acolher no próximo domingo cinco conferências agendadas até abril de 2017, completando desta forma o ciclo de conferências que marcou o septenário de celebração do Centenário das Aparições na Cova da Iria.
A II Conferência vai ter lugar na Basílica de Nossa Senhora do rosário a 8 de janeiro de 2017 com o título «Mãe da Igreja, rogai por nós». A intercessão maternal da Virgem Maria, por Maria do Céu Patrão Neves. O segundo concerto dos Fragmentos Musicais, com o título «Recolhimento e Reflexão», pelo Coro da Academia de Música de Viana do Castelo. Estas iniciativas tem entrada livre.
(Notícia redigida pelos serviços do Santuário de Fátima, disponível aqui.)
Um excerto da conferência que, em 2017, será publicada pelo Santuário de Fátima: "É certo que, em 2016, se escolheu como palavra do ano a pós-verdade – que se afigura como sinónimo da mentira (de que é pai, como sabemos, o Diabo (Jo 8, 44)). Perante esse inquietante sinal do nosso tempo, somado a tantos outros que vão surgindo um pouco por todo o lado, decisivo se torna afirmarmos a Fé e a Esperança que nos vão conduzindo ao Amor. Parece-me que o Coração Imaculado – devolvido à “língua comum”, como propôs o padre Tolentino Mendonça – é uma boa metonímia do motor que nos purifica, nos move e nos leva ao cume aonde queremos e devemos chegar. Esse coração está presente em tudo quanto é mais importante: na memória que é recordação (ou saber de cor, pelo coração); na concórdia (que é paz sincera e interior); e, sobretudo, na Misericórdia, um dos mais eloquentes nomes de Deus, como lembrou o Papa Francisco ao longo do Jubileu Extraordinário recentemente concluído." |
CONFERÊNCIA EM FÁTIMA, NO PRÓXIMO
DOMINGO
Não
sei se este eterno aprendiz será a melhor chave para abrir o VII Ciclo de
Conferências comemorativo do Centenário das Aparições de Fátima, mas conto com
os ouvintes de boa-vontade que, no próximo domingo, dia 11 de Dezembro, pelas
16 horas, quiserem escutar as minhas palavras. Será na Basílica de Nossa
Senhora do Rosário de Fátima, na Cova da Iria - e tentarei desvendar (a partir
dos primeiros capítulos do Evangelho segundo São Lucas) um caminho espiritual
que passa pela atenção, pela salvaguarda e pelo discernimento, contra a
amnésia, a auto-suficiência, a indiferença, o medo e a morte, lembrando que o
coração, a recordação, a concórdia e a misericórdia são palavras nascidas da
mesma raiz.
Mais informações aqui.
APRESENTAÇÃO DO LIVRO
“A VIDE E O SEU CASTELO”, DE RUY VENTURA
"A Vide e o seu Castelo" de Ruy Ventura foi apresentado no passado sábado, dia 24 de Setembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. O livro aborda a toponímia, história e heráldica de Castelo de Vide, que inclui também referências a Marvão e à Ammaia. O lançamento é da responsabilidade do Grupo de Amigos de Castelo de Vide e contou com o apoio das Câmaras de Castelo de Vide e Marvão, bem como das Juntas de Freguesia.
A iniciativa esteve integrada nas Jornadas Europeias do Património, subordinadas ao tema Comunidades e Culturas, que decorreu entre os dias 23 e 25 deste mês. As Jornadas tiveram como objetivo envolver as comunidades na valorização da cultura.
O autor do livro é natural de Portalegre, tem 43 anos e desde a década de 90 que se dedica à atividade literária e investigação nas áreas de património imaterial e material.
O poeta-cantor presencista Edmundo Bettencourt (n. 1899; m. 1973) foi ontem homenageado, na Casa da Escrita da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), no âmbito do ciclo “Coimbra (t)em Poesia”, que contou com a participação do poeta e professor Ruy Ventura e com música do grupo Fado ao Centro. A obra de Edmundo Bettencourt foi resumida por Ruy Ventura, que a apelidou de “incómoda”, justificando assim o porquê de não ser tão conhecida como deveria.
“A poesia de Edmundo Bettencourt é ainda hoje incómoda, talvez por isso continue em parte encoberta”, começou por afirmar Ruy Ventura, depois de agradecer o convite da autarquia para falar do autor, um poeta que muito aprecia, mas que, no seu entender, nunca atingiu a notoriedade que lhe é devida. Trata-se de um autor que “diz muito a esta cidade e deveria dizer muito ao nosso país”, acrescentou Ruy Ventura.
A obra de Edmundo Bettencourt, referiu Ruy Ventura, é “promovida aqui e ali, quase sempre de passagem nos estudos dedicados à segunda fase do modernismo português” e “não deixou ainda esse lugar apátrida e subterrâneo em que circulam tantas obras de primeira grandeza, que o sistema não quer, não sabe ou não pode promover como seria de justiça”. “Lida e relida, a poesia de Edmundo Bettencourt faz parte daquelas que incomodam, desconfortam e surpreendem, por isso me interessa”, acrescentou.
O curador da casa da Escrita, António Vilhena, agradeceu a presença das várias pessoas que assistiram à sessão e elogiou o facto de a mesma ter sido tão participativa. O curador aproveitou ainda para ler um texto que o atual presidente da CMC, Manuel Machado, escreveu sobre Edmundo Bettencourt durante o seu primeiro mandato na autarquia. Também presente na sessão, João Rasteiro declamou alguns poemas do homenageado e, referindo-se à intervenção de Ruy Ventura, afirmou que “é sempre bom quando temos um poeta a falar de outro poeta”.
O grupo “Fado ao Centro” também prestou homenagem a Edmundo Bettencourt, ao interpretar três temas baseados na sua poesia: “Fado dos olhos claros”, “Inquietação” e “Não te deites coração”.
Edmundo de Bettencourt, como o próprio assinava, marcou de forma profunda a primeira metade do século XX com a sua arte peculiar. Uma arte que Herberto Hélder, de forma apaixonada, inscreveu «nas zonas mais puras». Chegado a Coimbra em 1922, juntamente com Artur Paredes, revolucionou o fado da Lusa Atenas. Com outras grandes vozes, como António Menano, Bettencourt cristalizou uma nova linha na interpretação da canção coimbrã, impregnando-a de «um lirismo mais forte», nas palavras de Manuel Alegre.
O poeta esteve intimamente ligado a um importante movimento literário surgido em Coimbra em meados dos anos 20 do século passado, consubstanciado na revista “Presença”, da qual foi elemento fundador. Nunca se alheou das tertúlias e da discussão, construindo uma reputação de excelente conversador e observador atento a novas correntes. Em 1963, a sua produção poética foi reunida no volume “Poemas de Edmundo de Bettencourt”.
(Fonte: http://www.cm-coimbra.pt/index.php/areas-de-intervencao/cultura/rota-das-tabernas/itemlist/)
[A REVISTA "DEVIR" EM SALAMANCA]
Presentados por Luis Arturo Guichard, profesor de la Facultad de Filología de la Universidad de Salamanca y miembro del consejo asesor de dicha revista, los directores de Nuno Matos y Ruy Ventura expusieron las directrices de ‘Devir. Revista Ibero-Americana de Cultura’, que publica originales en portugués, español y gallego, tanto de poesía, ensayo y narrativa breve. También tiene secciones dedicadas a las artes visuales. La publicación, que apuesta por el futuro, aparece bajo el sello de Edições Licorne, afincada en Évora. Con una periodicidad semestral, hasta ahora han salido dos números y está cerrado el número 3, donde aparecerán dos poemas inéditos de Alfredo Pérez Alencart, profesor de la Usal y colaborador de SALAMANCArtv AL DÍA. En el último número aparecido, el número 2, se acogen poemas de António Telmo, Casé Lontra Marques, Edmar Guimarães, Fernando Guimarães, Filipa Barata, Iacyr Anderson Freitas, José Luis Calvo, José Luís Peixoto, Juan Alcántara, Luís Leal, Márcio-André, Rita Taborda Duarte, Ruy Ventura y Virna Teixeira. También ensayos y crónicas de António Carlos Carvalho, Antonio Sáez Delgado, Bianka de Andrade Silva, José do Carmo Francisco, Levi Condinho, Nuno Matos Duarte, Pedro Martins y Risoleta C. Pinto Pedro. Es destacable un dossier dedicado a uno de los poetas cubanos más importantes, José Kozer, con tres poemas inéditos y un ensayo de Luis Arturo Guichard. También resalta una antología del notable poeta lusitano, Pedro Tamen, seleccionada por Ruy Ventura; y reproducciones de una obra de José Luís Neto, destacado artista visual portugués. El número tuvo el patrocinio de la Câmara Municipal de Ponte de Sor. En el número 1 de la revista aparecieron poemas y ensayos de Álvaro Valverde, Amadeu Baptista, António Cândido Franco, António Carlos Cortez, C. Ronald, Fernando Aguiar, Francisco dos Santos, João Rasteiro, Jorge Melícias, Jorge Tamargo, José Emílio-Nelson, José Félix Duque, José Maria Cumbreno, Luís Arturo Guichard. Manuel Silva-Terra. Miguel Real, Nuno Matos Duarte, Pedro Martins, Rui Almeida, Ruy Ventura, Tiago Gomes y Joana Koehler, Victor Sosa y, finalmente, Wilmar Silva de Andrade. Hay una antología del catalán Carles Riba («Elegias de Bierville») con traducción de Marta López Vilar. Completan el número ocho fotografías de David Infante. Este primer número tuvo el patrocinio de la Câmara Municipal de Aljezur.
Fonte:
http://salamancartvaldia.es/not/108703/llega-a-salamanca-lsquo-devir-rsquo-revista-iberoamericana-de-cultura-editada-en-portugal/
Fonte:
http://salamancartvaldia.es/not/108703/llega-a-salamanca-lsquo-devir-rsquo-revista-iberoamericana-de-cultura-editada-en-portugal/
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| Luis Arturo Guichard, Nuno Matos Duarte e Ruy Ventura (Faculdade de Filología de Salamanca, 1/3/2016) |
DEVIR - Revista Ibero-Americana de Cultura
Lançamento no próximo dia 23 de Julho de 2015, pelas 18h30
na livraria Barata, na Avenida de Roma, em Lisboa.
Apresentação a cargo de Fernando J. B. Martinho
e intervenções de António Carlos Cortez (do conselho editorial)
e dos directores (Ruy Ventura e Nuno Matos Duarte).
CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA!
A revista pode ser folheada aqui.
Página da revista:
http://devirrevista.wix.com/devir
Edição da Licorne (Évora)
SUMÁRIO
Álvaro Valverde (Espanha) - "Futuro" [poema]
Amadeu Baptista (Portugal) - "Sobre o futuro" [poema]
António Cândido Franco (Portugal) - "O amor que enlouquece" [ensaio]
António Carlos Cortez (Portugal) - "Oblivion" [poemas]
C. Ronald (Brasil) - "Foram rosas" [poema]
Fernando Aguiar (Portugal) - dois poemas visuais
Francisco dos Santos (Brasil) - dois poemas
João Rasteiro (Portugal) - "Acrónimo" [poemas]
Jorge Melícias (Portugal) - "El Penúltimo Enojo de Leopoldo María Panero" [ficção]
Jorge Tamargo (Cuba) - dois poemas
José Emílio-Nelson (Portugal) - "Comboio (anotações)" [poemas]
José Félix Duque (Portugal) - "Elogio de São José" [poema]
José María Cumbreño (Espanha) - "Escribir en línea recta" [poema]
Luis Arturo Guichard (México) - "Limbeños y enmediantes 4" [poema]
Manuel Silva-Terra (Portugal) - Do ciclo "Pastor de Pedras" [poema]
Miguel Real (Portugal) - "A Europa em 2054" [ficção]
Nuno Matos Duarte (Portugal) - "Um lugar para a arte" [ensaio]
Pedro Martins (Portugal) - "O Pensamento Teolibertário Português" [ensaio]
Rui Almeida (Portugal) - dois poemas
Ruy Ventura (Portugal) - "Realismo? Que realismo?" [ensaio]
Tiago Gomes e Joana Koehler (Portugal) - "Miss K" [poema]
Victor Sosa (Uruguai) - "Gladis recapitula" [poema]
Wilmar Silva de Andrade (Brasil) - dois poemas
Antologia do poeta catalão Carles Riba, traduzida por Marta López Vilar
Album fotográfico de David Infante
Edição da Licorne (Évora)
SUMÁRIO
Álvaro Valverde (Espanha) - "Futuro" [poema]
Amadeu Baptista (Portugal) - "Sobre o futuro" [poema]
António Cândido Franco (Portugal) - "O amor que enlouquece" [ensaio]
António Carlos Cortez (Portugal) - "Oblivion" [poemas]
C. Ronald (Brasil) - "Foram rosas" [poema]
Fernando Aguiar (Portugal) - dois poemas visuais
Francisco dos Santos (Brasil) - dois poemas
João Rasteiro (Portugal) - "Acrónimo" [poemas]
Jorge Melícias (Portugal) - "El Penúltimo Enojo de Leopoldo María Panero" [ficção]
Jorge Tamargo (Cuba) - dois poemas
José Emílio-Nelson (Portugal) - "Comboio (anotações)" [poemas]
José Félix Duque (Portugal) - "Elogio de São José" [poema]
José María Cumbreño (Espanha) - "Escribir en línea recta" [poema]
Luis Arturo Guichard (México) - "Limbeños y enmediantes 4" [poema]
Manuel Silva-Terra (Portugal) - Do ciclo "Pastor de Pedras" [poema]
Miguel Real (Portugal) - "A Europa em 2054" [ficção]
Nuno Matos Duarte (Portugal) - "Um lugar para a arte" [ensaio]
Pedro Martins (Portugal) - "O Pensamento Teolibertário Português" [ensaio]
Rui Almeida (Portugal) - dois poemas
Ruy Ventura (Portugal) - "Realismo? Que realismo?" [ensaio]
Tiago Gomes e Joana Koehler (Portugal) - "Miss K" [poema]
Victor Sosa (Uruguai) - "Gladis recapitula" [poema]
Wilmar Silva de Andrade (Brasil) - dois poemas
Antologia do poeta catalão Carles Riba, traduzida por Marta López Vilar
Album fotográfico de David Infante
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